Programa Carlos Henrique

Vamos ao Arquivo? Professora Sueli e a memória do Vale

Presente nos corredores do Arquivo Histórico de Blumenau há quatro décadas, Sueli Petry é exemplo de afinco e amor pelo trabalho com a memória e referência de trabalho entre detalhes e atenção à história de Blumenau e do Vale. As portas de sua sala foram abertas à Carlos Henrique para uma entrevista especial e cheia de recordações no último sábado.

Quem tem nas veias a paixão por investigar e conhecer a história geralmente é contraído pelo bicho da inquietude em buscar mais, desentocar em um cantinho pouco investigado e notado uma grande memória e agregar cada vez mais recordações e passagens marcantes do lugar onde vive. Não é só questão de estatística, livros ou documentos, tem a ver com amor a causa de rememorar e levar a todos um recorte do seu passado, vital para a compreensão do presente e projeção do futuro.

E pelas esquinas do Vale, uma moça de madeixas avermelhadas e experiência de vida marcante no olhar e nos passos é um exemplo dessa inquietude característica. Os mesmos passos de hoje a trouxeram da então pacata Indaial movida pelas páginas das enciclopédias que lia na escola e que a inspirava a conhecer mais do que o raso dos ensinos. A faculdade, o mestrado e, no seu caminho, o então pequeno prédio do Arquivo Histórico de Blumenau, onde não tolerava a falta de organização documental. O zelo com o local a levou a arquivista oficial e, de lá, até hoje nunca deixou aquele endereço da Rua das Palmeiras, na cidade-jardim.

Quatro décadas depois, falar de Sueli Maria Vanzuita Petry é como citar o nome de um consagrado livro sobre história do Vale do Itajaí. Todos os dias, vários interessados por história, seja de suas famílias ou da terra que os abriga, recorrem ao Arquivo Histórico Professor José Ferreira da Silva, no segundo piso da Biblioteca Fritz Muller, e tem na “professora Sueli” a referência certa da história da cidade e região. Uma pergunta sempre tem uma resposta, e se ela não a tem, a pesquisa é imediata diante de um acervo que já enfrentou incêndio, enchentes, intempéries e, hoje, somam-se a uma memória em constante construção.

E mais, muito além da preocupação com a construção da memória, os arquivos do Brasil também olham preocupados para com a segurança dos locais que mantém esta história preservada. O ainda recente incêndio do Museu Nacional, no Rio, abriu o perigoso precedente para a condição estrutural destes locais e o apoio governamental. Preocupação esta que não foge ao olhar de Sueli nos dias atuais do acervo.

Assim tem sido a rotina da “menina do arquivo”, da “professora” a frente de uma memória de valor inestimável dos antepassados blumenauenses e do Vale como um todo. Registros e instalações que são visitadas todos os dias e que, como um tranquilo curioso, Carlos Henrique também esteve visitando no último sábado (15/12) para um papo cheio de histórias e recordações com Sueli. O Vale revisitado no seu passado, as preocupações atuais e o trabalho referencial foram os destaques da pauta que você confere abaixo.

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