Programa Carlos Henrique

Esgoto: Da evolução tecnológica ao atraso catarinense

O saneamento básico, tecnologias de tratamento e o retrocesso catarinense são os temas da pauta de Carlos Henrique na entrevista com o gerente de operações da filial blumenauense da BRK Ambiental, Guilherme Pimentel, que conta também sobre a implantação do sistema em Blumenau e as dificuldades enfrentadas na empreitada

Em algum momento, durante uma campanha política, você já deve ter ouvido em uma conversa entre amigos ou correligionários de algum candidato que falar de saneamento é falar de uma obra que, no pensamento corriqueiro, “não dá voto”. A pecha com relação ao esgoto já é comum há muito tempo assim como o descaso de municípios de todos os portes com relação a este tema que diz muito respeito, especialmente, a saúde pública.

O crescimento desenfreado nas cidades brasileiras não deixou margem, ao longo dos tempos, para pensar-se racionalmente para onde vão os rejeitos que dia a dia são produzidos por casas, indústrias e outros tantos lugares. Exemplos de grandes – e frutíferas – empreitadas existem no país e é impossível de negar, mas o atraso brasileiro com relação a saneamento é histórico e desolador.

Para se ter uma ideia mais ampla e exata, os numeros do saneamento no Brasil mostram que 50,3% da população têm acesso à coleta do esgoto mas somente 42% dele é tratado, e dos 5.570 municípios brasileiros, apenas seis deles tratam 100% do esgoto: Campina Grande (PB), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Niterói (RJ), Piracicaba (SP) e São José do Rio Preto (SP).

E Santa Catarina, apesar de orgulhar-se de bons índices de IDH, não consegue esconder o atraso inquietante. Entre os municípios do estado houve algum avanço, contudo ainda é pouco e alarmante. Apenas Florianópolis supera a média nacional, ainda que nem chegando a 60% em nenhum dos dois indicadores. Em Joinville e Blumenau os índices ainda não atingem nem 50% da cobertura além de enfrentar toda a sorte em entraves burocráticos e políticos.

Concentrando-se no Vale, Blumenau ainda dá bom exemplo quando trata esse assunto com atos concretos. No entanto, voltando os olhos para o Médio Vale, apenas Indaial e Doutor Pedrinho pensam em algo com suas fossas sépticas, muito pouco para uma região que cresce rapidamente e ainda encontra cidades cujo assunto ainda está no pensamento de administrações públicas, como Timbó.

Aproveitando o exemplo de Blumenau, Carlos Henrique foi a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Fortaleza para buscar respostas e detalhes sobre a implantação, as tecnologias empregadas, dificuldades e entraves durante a empreitada. O exemplo vem da BRK Ambiental, empresa originada da canadense Broockfield que adquiriu a operação da Odebrecht Ambiental e assumiu os trabalhos de implantação do esgoto sanitário blumenauense.

O convidado é o gerente da filial blumenauense, Guilherme Pimentel, que dá mais detalhes sobre as inovações no setor de tratamento de resíduos, os desafios da implantação e o futuro do saneamento básico.

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