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Erwin Prade: Onde o vôlei nasce, cresce e vence

O celeiro timboense de novos talentos no esporte está no Pomeranos. É a escolinha de vôlei da EM Erwin Prade que foi o destaque da entrevista de Carlos Henrique neste últimos sábado nua conversa com o professor e técnico Wagner Marschner, contando sobre a trajetória do atleta, o momento do esporte e a trajetória vencedora da escola em Timbó.

Há muito tempo, ouvimos na crônica esportiva que o Brasil tem “o melhor vôlei do mundo” e, se não é atualmente o melhor, sempre está entre um dos melhores. E não é preciso muito esforço para comprovar esse caminho de sucesso. As conquistas nos mais variados campeonatos, nos jogos olímpicos e a exportação de jogadores e jogadoras para o cenário mundial é uma prova inconteste do trabalho que começou longe, teve seus momentos de choro, mas colhe frutos sempre que possível.

A estrada não é atual, começando em São Paulo no início do século mas só ganhando sua profissionalização e popularidade em meados das décadas de 1970 e 1980. O grande desafio entre Brasil e URSS em 1983, no Maracanã, foi um dos grandes marcos re-fundadores do esporte no país, bem como a primeira grande conquista – a prata nos Jogos de Los Angeles, em 1984 – que praticamente colocaram o vôlei na mão igual de meninos e meninas, transformando-o no segundo esporte mais popular do país. Isto sem contar os inúmeros ídolos produzidos pela modalidade.

E onde começa toda esta jornada? Notadamente, o vôlei nacional, assim como o futebol, parte de uma base constituída de diferentes formas pelo país. As escolinhas de vôlei foram o primeiro passo, ainda nos anos 1950, quando a modalidade ganhou a sua confederação, em 1954, passando a fortalecer o trabalho nestes pequenos, porém esforçados, núcleos de formação de novos talentos, e quantos foram!

O Vale do Itajaí tem, nesta longa história, uma grande contribuição para o vôlei nacional com a descoberta de grandes talentos em polos como Rio do Sul e Blumenau. Foi também daqui que uma das maiores jogadores do vôlei feminino mundial nasceu e apareceu para o vôlei: Ana Moser, bronze nos Jogos de Atlanta, em 1996, e detentora de outros vários títulos e medalhas junto da seleção brasileira, além dos títulos nacionais em esquadrões femininos do vôlei, como o antigo multicampeão BCN/Osasco.

No entanto, entre as escolas tradicionais do estado – e até do país – uma delas tem chamado a atenção nas categorias de base por desempenhos extraordinários, até mesmo assombrosos, em confrontos contra grandes celeiros do vôlei juvenil. E ela vem daqui mesmo, da Pérola do Vale, sem patrocinadores fortes, contando apenas com a colaboração dos seus apoiadores e o esforço de seus alunos para conquistar grandes vitórias e, também, grandes títulos.

Fica no Pomeranos, no seio da escola municipal que lhe dá o nome ao grupo: Escolinha de Vôlei do Erwin Prade, que nos últimos anos tem sido motivo de espanto diante de escolas tradicionais da modalidade na região e no país. Cerca de 100 alunos são atendidos pelo projeto que já tem gerado ótimos frutos e uma estatística que mostra o sucesso da empreitada: de 10 competições em que o grupo participa, oito acabaram em título e as outras duas terminaram entre os três melhores dos certames.

Grandes equipes de escolas formadas também pelo dinheiro de patrocinadores tem parado diante dos valentes garotos e garotas do Erwin Prade em competições a nível local, regional, estadual, interestadual, nacional, internacional, e a escola timboense não deixa por menos, tudo fruto do trabalho persistente e valente dos alunos dos responsáveis pelo projeto. E como se não bastasse, o grupo tem um novo desafio pela frente: o Sul-americano, que neste ano será disputado em Arequipa, no Peru. Detalhe, é a busca de um bicampeonato para a escola, que já conquistou o caneco em 2011, na Colômbia.

Entre tantas glorias e tanto a se perseguir no vôlei, fica a pergunta: como o Erwin Prade consegue? Como um trabalho como este, que parece simples diante de corporações mais fortes financeira e estruturalmente, consegue agigantar-se e arrebatar plateias e títulos? Para contar mais sobre esta fábrica de talentos que forma-se em Timbó e junta-se a tantas outras tradicionais do país, Carlos Henrique foi ao local de nascimento deste projeto: o ginásio da Escola Municipal Erwin Prade, no Pomeranos, para um dedo de prosa com seu responsável: o professor e técnico Wagner Marschner.

Na pauta do bate-papo, muito além dos projetos futuros, Marschner conta também sobre detalhes do mundo do vôlei muitas vezes longe do agito das quadras: os estereótipos, a preparação de um atleta e a perspectiva do esporte no país, além de recordar passagens e nomes que passaram pelo Erwin antes de seguir carreira profissional no vôlei pelo Brasil e pelo mundo.

Confira:

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