Programa Carlos Henrique

Cervejarias: A força do chope “Made In Timbó” segundo seus fabricantes

Em um encontro inédito e exclusivo no Bar'On Tap House, Carlos Henrique reuniu representantes de três das quatro cervejarias timboenses para uma análise sobre o mercado, perspectivas e inovação, além de recordar histórias dos primórdios e de quem faz da bebida seu hobby e ganha-pão

Lá pelos idos de antigamente (e hoje, em menor, porém, significativa escala), quando vinha do Médio Vale o recado de que um Festival do Chopp iria agitar a região no fim de semana muita gente não pestanejava. Muitos subiam a estrada velha de Indaial, as estradas estaduais das cidades vizinhas, a BR-470 e outros caminhos que levassem a ainda jovem Pérola do Vale para uma genuína Noite de Kerb, regada ao puro chope que era recebido na cidade com carreata e buzinas anunciando a confraternização.

Eram os tempos áureos do Festival do Chopp de Timbó, o primeiro grande festival dedicado a cerveja e a cultura típica que sacudiu (e ainda sacode) a região em tempos onde tudo soava-se um tanto inocente, familiar e íntimo do povo do Vale. Uma história que começou em 1965 e que, de tempos em tempos, ganhou tamanha importância que, segundo as bocas correntes, inspirou até uma conhecida festa alemã na vizinha Blumenau, este ano batendo na 31ª edição.

Mas, por que começar falando do Festival do Chopp timboense neste especial sobre as modernas cervejarias da cidade? Seria ignorância deixar de lado este que é um dos motivadores de uma história que chega aos tempos atuais com tamanha força que fez deste Vale brasileiro, na expressão mais direta da palavra, o “Vale da Cerveja”.

O chope, trazido nos livros de receita e imaginário dos colonos em tempos pioneiros é, hoje, parte importante de uma roda que move turismo e indústria quase que ao mesmo tempo, e com um know-how que, em suma, só o Vale do Itajaí pôde desenvolver com esta excelência. É neste Vale que está encravada a já proclamada “Capital da Cerveja”, Blumenau, e onde a Oktoberfest e inúmeros festivais convidam apreciadores, empresários e turistas a conhecer este produto produzido praticamente a mão nas cervejarias nascidas e crescidas por aqui.

E neste universo cervejeiro que roda em nosso entorno, Timbó não fica atrás em nenhum aspecto no que tange a qualidade e a excelência com toque tradicional do produto. Na terra natal do autêntico e badalado Festival do Chopp, encontrou-se solo fértil para iniciativas neste mercado que tem aqui nomes fortes e competitivos entre tantos rótulos nascidos nas curvas do Vale, cada qual com sua característica, história e qualidade comprovada.

Dos primórdios, quando Brunhard Borck veio da Hungria com a fórmula do empreendimento e da bebida, em 1996, passando por outros lutadores deste mercado em franco crescimento – Berghain, Blauer Berg e Hersing – Timbó justifica-se como um destacado polo da cerveja no Vale, com identidade, mão-de-obra e criatividade próprias para mostrar sua cara no mercado, além de inspirar quem sonha em, um dia, fazer parte deste seleto clube.

E é justamente este seleto clube nascido e criado na Pérola do Vale que Carlos Henrique Roncalio encontrou neste último sábado (06/10) no fantástico espaço do Bar’On Tap House, no Quintino, um verdadeiro templo cervejeiro com rótulos de quase todo o mundo em um ambiente de alto nível e aconchegante. Na mesma mesa, em um encontro inédito e exclusivo, representantes de três das quatro cervejarias da cidade – Luciano Miguel Martins (Borck) João Augusto Kruger (Berghain) e Marcelo Mauro Blaese (Blauer Berg) – fizeram juntos uma radiografia do mercado, entre suas inovações, mudanças e perspectivas, além de recordar histórias dos primórdios, as dificuldades, conquistas e o amor de quem fez de cada processo e descoberta seu hobby e profissão.

Confira abaixo sem moderação:

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